Exame técnico sobre as regras da Receita Federal para entrega extemporânea, metodologia de cálculo sobre o imposto devido e impactos financeiros
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Compliance e contratos: como evitar passivos ocultos e a responsabilidade solidária do contador
Aprenda como blindar seu negócio e seus clientes com contratos robustos e compliance
No dia a dia da contabilidade, não é raro encontrar clientes que chegam com contratos genéricos, mal redigidos ou desatualizados. Muitas vezes, são documentos copiados da internet, modelos prontos sem adaptação ou instrumentos societários que nunca passaram por revisão.
À primeira vista, podem parecer inofensivos. Mas, na prática, esses contratos se transformam em riscos invisíveis que, quando estouram, comprometem tanto a empresa quanto o próprio escritório contábil. Estamos falando de passivos ocultos, trabalhistas, fiscais ou societários, que nascem de cláusulas frágeis e acabam gerando autuações, ações judiciais ou disputas entre sócios.
E o que poucos percebem: em muitos desses casos, a responsabilidade solidária pode recair também sobre o contador.
Onde surgem os passivos ocultos?
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Trabalhistas: contratos de prestação de serviços sem detalhamento adequado, que abrem margem para caracterização de vínculo empregatício.
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Fiscais: enquadramentos tributários feitos sem respaldo contratual, que levam a autuações e multas.
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Societários: acordos de sócios mal estruturados, que geram litígios e atingem a escrituração contábil.
Esses passivos não aparecem de imediato. Eles ficam “adormecidos” até o momento em que uma fiscalização, uma ação trabalhista ou uma quebra societária os expõe. Quando isso acontece, o contador frequentemente é chamado a explicar e, em determinados cenários, a responder junto com a empresa.
A responsabilidade solidária do contador
A legislação e a jurisprudência brasileiras já preveem situações em que o contador pode ser corresponsável. Isso significa que, diante de falhas que envolvem registros, escrituração ou omissões, o profissional contábil pode responder com seu cliente.
Mais do que um risco financeiro, trata-se de um risco reputacional. Uma única ação pode manchar anos de credibilidade de um escritório.
Por isso, é cada vez mais urgente que o contador deixe de ser visto apenas como “quem lança números” e assuma o papel de guardião do negócio, prevenindo riscos que não estão apenas na planilha, mas também nos contratos.
Onde o compliance e o jurídico fazem a diferença
É aqui que entra a parceria entre compliance, jurídico e contabilidade consultiva.
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Blindagem contratual: revisar cláusulas periodicamente para eliminar brechas.
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Definição clara de responsabilidades: evitar contratos genéricos que deixam o contador exposto.
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Compliance integrado: processos e políticas que dão transparência, reduzem riscos e fortalecem a confiança com clientes e autoridades.
Com o apoio do jurídico, o contador ganha segurança para orientar e, ao mesmo tempo, proteger a si e ao escritório. O resultado é um serviço mais robusto e valorizado.
O papel do contador consultivo
Cabe ao contador identificar os pontos de atenção e provocar o cliente a agir preventivamente. Não se trata de substituir o advogado, mas de mostrar ao empresário que a contabilidade é o primeiro radar de risco e que o jurídico é o complemento indispensável para corrigir e blindar.
Esse posicionamento muda a percepção de valor: o contador deixa de ser um mero prestador de serviços e passa a ser um parceiro estratégico, capaz de antecipar problemas e construir soluções junto ao cliente.
Conclusão
Contratos mal feitos não são apenas um problema jurídico. Eles podem virar armadilhas contábeis e trazer para o contador uma responsabilidade que não era dele.
O profissional que entende isso e se conecta ao jurídico, assume um novo patamar: protege o cliente, blinda o próprio escritório e fortalece sua autoridade no mercado.
E você, contador: já revisou os contratos dos seus clientes sob a ótica da responsabilidade solidária?
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