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Finanças e Normas Internacionais da Contabilidade são essenciais para formação de contadores
Ele explicou que o Brasil é um dos países que adotaram as normas internacionais de contabilidade, mas que ainda há carência no ensino das IFRS por parte das instituições de ensino
O mestre em Contabilidade Internacional e Finanças pela John Moores University, Nabil Mourad, participou, nesta quarta-feira (17), do segundo dia do IX Encontro IX Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (ENCPCCC). O evento reúne, desde ontem (16), docentes e coordenadores do curso na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília (DF).
O objetivo do encontro é aproximar o CFC da realidade das Instituições de Ensino Superior, discutir a qualidade do ensino e as tendências da profissão e debater os principais desafios dos cursos em Ciências Contábeis. Na ocasião, Mourad ministrou a palestra Adaptação dos Cursos de Ciências Contábeis ao Ensino das International Financial Reporting Standards, as chamadas normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês).
Segundo ele, os contadores são essenciais para a nova conjuntura econômica do Brasil. “Todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro passa por nossas mãos. Dessa forma, considero que o nosso país precisa dos contadores para se tornar uma nação mais competitiva. A nova posição do contador é a de um consultor, que orienta os clientes sobre as melhores alternativas, e não mais aquela que dizia apenas qual o imposto devia ser pago”, disse Nabil.
Ele explicou que o Brasil é um dos países que adotaram as normas internacionais de contabilidade, mas que ainda há carência no ensino das IFRS por parte das instituições de ensino. “A nossa deficiência é que adotamos as normas sem saber ou conhecê-las a fundo. Visito locais no País em que essa carência existe porque também falta nas grades curriculares dos cursos”, disse.
Nabil Mourad também deu dicas importantes para o público, que lotou o auditório. Entre elas, o incentivo ao ensino das finanças e das próprias IFRS, além de temas como o empreendedorismo, inovação e do inglês. “O conhecimento das IFRS é tão importante quanto o de Finanças. São dois campos muito importantes para a vida de um profissional da contabilidade. Nós temos o dever de incentivar a aprendizagem das normas internacionais e de finanças, o que considero uma questão vital para nossa profissão”, afirmou.
O contador também analisou a grade curricular adotado pelos cursos de Ciências Contábeis no País. “Até o segundo ano, são oferecidas apenas cinco matérias especificas da contabilidade. No terceiro, o aluno é metralhado por mais disciplinas. No quarto e no primeiro, quase nada. Na Inglaterra, por exemplo, o curso de Ciências Contábeis tem matérias especificas desde o primeiro semestre”.
“Nós, enquanto professores, temos o dever de formar com qualidade a quem eu chamo de herdeiros da contabilidade brasileira, que são nossos alunos. Mudar um estilo de dar aula ou a grade curricular de um curso são ações difíceis, mas que precisam começar a serem feitas agora”, afirmou. O painel foi coordenado pela conselheira do CFC, Regina Celia Vilanova.
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