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Conflito não deve impactar economia brasileira imediatamente

Segundo Haddad, economia está em bom momento de atração de investimentos

Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã não deverão ter impactos imediatos na macroeconomia brasileira, disse, nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Ele ponderou, no entanto, que é difícil prever o desenrolar do conflito e que a pasta está analisando “com cautela” a questão.

“A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, disse na Universidade de São Paulo, antes de ministrar uma aula magna aos estudantes da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da instituição.

“Vamos acompanhar com cautela para eventualmente estarmos preparados para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”, acrescentou.

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o país fechou o Estreito de Ormuz para passagens de navios e que as embarcações que tentarem passar pelo local serão incendiadas. O local é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.

IBP alerta para impactos ao mercado de óleo e gás

Já o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) alerta que o aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode trazer impactos ao mercado de óleo e gás, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, canal por onde circula diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã. Um resultado esperado é a alteração do patamar de preços do petróleo e do gás natural.

Eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas disrupções, afetando prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão. A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem.

Neste cenário, o Brasil se apresenta como um fornecedor seguro e confiável em um ambiente de negócios estável, além de oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono. O IBP destaca que o país vem aumentando sua produção, é o nono maior exportador mundial e já destina 67% de seu volume exportado de petróleo para a Ásia.

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