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Ritmo de corte da Selic em 2026 será guiado por inflação e incerteza em ano eleitoral
Mercado projeta cortes que vão de 12,75% a 11,25%; queda depende de um equilíbrio sensível entre o 'horizonte relevante' de 2027 e as pressões fiscais de um ano eleitoral
A inflação projetada para o horizonte relevante, em 2027, deve ditar o ritmo de corte da taxa básica de juros, a Selic, em 2026. O cenário sofre pressão de gastos do governo, que tendem a ser expansionistas em um ano eleitoral. Já é consenso no mercado que o ciclo de alta do juro, atualmente em 15%, está chegando ao fim, e as apostas de início de corte se dividem entre janeiro e março.
Mas o que esperar após o primeiro trimestre? A projeção mediana do mercado é que a Selic vai fechar 2026 em 12,13%, de acordo com o Boletim Focus do último dia 15 de dezembro. Há projeções que estimam corte maior, chegando a 11,50% (ASA) e 11,25% (BofA), e outros estimam cortes menores, parando em 12,75% (Itaú).
Fatores inflacionários
As variações ocorrem porque há incertezas à vista. O Comitê de Política Monetária (Copom) destacou, ao manter a Selic elevada, quais são as variáveis que o preocupam. E citou a resiliência da inflação e as incertezas locais e internacionais com as eleições.
Na última ata do ano, o Copom retirou o mercado de trabalho da lista de riscos inflacionários imediatos. Segundo relatório do Bank of America (BofA), assinado por Natacha Perez, Gustavo Mendes e o economista-chefe David Beker, a mudança sinaliza que a pressão salarial diminuiu após os recordes de 2025.
O BofA também destaca que o Comitê apontou um arrefecimento no consumo das famílias, a partir de dados do último PIB. Para o Copom, esse ajuste seria “essencial” para os objetivos da política monetária, que é segurar a inflação.
O ritmo de cortes dependerá da atividade econômica, impactada pelos gastos eleitorais e pela confiança do mercado na meta fiscal. Expectativas ancoradas — quando o mercado acredita que o Banco Central cumprirá a meta — são fundamentais para reduzir as projeções de inflação.
O impacto do horizonte relevante
O horizonte relevante é o intervalo de tempo futuro que o Banco Central prioriza para levar a inflação à meta de 3%. Fábio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA, explica que uma das principais travas para o Copom cortar juros era a necessidade de a projeção de inflação estar estritamente ancorada em 3% dentro deste período.
Com a “rolagem” do calendário, o cenário ganha flexibilidade. Kanczuk avalia que o Banco Central sinalizou a possibilidade de iniciar os cortes mesmo com projeções levemente acima da meta, uma postura que antes gerava dúvidas no mercado.
Ritmo dos cortes
Para a XP, o Copom deve manter a Selic em 15% na primeira reunião do ano, marcada para 27 e 28 de janeiro, e começar a cortar juro na reunião de 17 e 18 de março. A casa projeta seis cortes de 0,50 pontos percentuais, chegando a 12% ao fim do ano.
Para a corretora BGC, o cenário de corte de juro começa antes, já na reunião de janeiro, com 0,25 ponto percentual, e segue em ritmo de dois cortes de 0,75 p.p., um de 0,50 p.p. e outros três de 0,25 p.p., também chegando a 12% ao fim do ano.
Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, afirma que este horizonte de corte, com início conservador, para depois acelerar, e desacelerar novamente, deve servir para o Banco Central monitorar “com maior segurança” o efeito da inflação sobre o horizonte relevante. “A ideia é que o BC tenha uma distribuição mais alongada do risco de ‘errar’ na mão”, afirma.
Mas, há quem destoe dessa projeção. Para o Itaú, a taxa de juro vai ficar em 12,75% ao fim do ano que vem, acima da mediana do mercado, devido às dinâmicas da economia esperadas para 2026.
Para o Bank of America (BofA), o corte começa em janeiro, em 0,50 p.p, e para em 11,25%. Na avaliação de Beker, se o Copom entender que há espaço para redução, não haverá motivo para cortar o mínimo.
Já o ASA projeta corte em janeiro, em 0,25 p.p., acelerando para 0,50 p.p. em março – a partir daí, o ritmo seguirá conforme os dados da atividade econômica permitirem, chegando a 11,50% ao fim de 2026.
| Reuniões do Copom e projeção da Selic | ||
| Datas das reuniões | Projeção XP | Projeção BGC |
| 27 e 28 de janeiro | 15% | 14,75% |
| 17 e 18 de março | 14,50% | 14% |
| 28 e 29 de abril | 14% | 13,25% |
| 16 e 17 de junho | 13,50% | 12,75% |
| 4 e 5 de agosto | 13% | 12,50% |
| 15 e 16 de setembro | 12,50% | 12,25% |
| 3 e 4 de novembro | 12% | 12,00% |
| 8 e 9 de dezembro | 12% | 12,00% |
A ‘herança’ de 2025 para o ano eleitoral
Em 2025, o Brasil viveu um cabo de guerra econômico. O Banco Central manteve o juro restritivo em 15% para conter os preços, enquanto o governo injetou liquidez via benefícios sociais e reajuste do salário mínimo.
Essa dinâmica se intensifica em 2026. A disputa eleitoral deve acelerar a liberação de emendas e obras públicas. Contudo, analistas do Itaú apontam que muitos desses gastos já estão precificados. Medidas como a isenção do IR para renda até R$ 5 mil e a ampliação do programa “Minha Casa, Minha Vida” têm impactos estimados de 0,30 p.p. e 0,05 p.p. no PIB de 2026, respectivamente.
O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, alerta que a inflação não cederá facilmente, o que exige cautela e parcimônia na redução dos juros.
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