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Selic vai cair em 2026. Como se preparar e onde investir com queda de juro
O mercado projeta uma queda de até 300 pontos-base na Selic até o fim de 2026; saiba como as principais casas de análise estão posicionando suas carteiras em ativos de risco e proteção contra a inflação
Após um período de juros restritivos, o cenário para o investidor brasileiro em 2026 será definido pelo início de um novo ciclo de afrouxamento monetário, prometendo ser um ano “promissor, mas turbulento”. A mediana do mercado é de que a Selic vá a 12,13% até o fim de 2026.
Essa mudança de rota, somada à expectativa de cortes de juros também nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), cria o que os analistas chamam de uma “combinação poderosa para ativos de risco”, enquanto a renda fixa continua performando bem.
Nas projeções da XP Research e do BTG Pactual, o Banco Central deve iniciar os cortes na taxa Selic no primeiro trimestre de 2026, reduzindo-a dos atuais 15% para 12% até o fim do ano — uma queda total de 300 pontos-base.
Confira, abaixo, algumas estratégias para aproveitar este movimento.
Renda fixa
Apesar do início do ciclo de cortes, a Selic deve encerrar 2026 ainda em patamares restritivos (perto de 12%). Embora a queda da Selic comece a reduzir o retorno absoluto dos títulos pós-fixados, a head de Renda Fixa da XP, Camilla Dolle, ressalta que essa classe de ativos não deve ser abandonada já que os títulos atrelados ao CDI continuam valendo a pena.
Durante o evento Onde Investir 2026, Camilla explicou que o mercado não olha para a Selic de hoje, ele olha para a trajetória futura. “O movimento mais relevante já aconteceu na curva de juros. Quem esperou a Selic cair para se posicionar perdeu a melhor parte do movimento. A curva longa já fechou bastante, e isso favorece ativos prefixados e títulos atrelados à inflação com vencimentos mais longos.”
A XP Research reforça que a seleção de emissores permanece primordial e recomenda cautela com decisões que exponham o portfólio a riscos excessivos.
A dica é olhar para os títulos pós-fixados (CDI+) para manter a rentabilidade elevada com liquidez, e títulos IPCA+ para proteção contra a inflação, que deve girar em torno de 4,2% em 2026, segundo a XP, e 4,1%, segundo o BTG.
Ações: foco em ‘crescimento e previsibilidade’
O BTG Pactual destaca que o mercado de ações brasileiro teve um desempenho surpreendentemente forte em 2025, subindo 32% em reais e superando o S&P 500. Para 2026, o principal impulsionador será a queda das taxas de juros, especialmente nos primeiros meses do ano.
O estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, mantém uma visão construtiva para a Bolsa brasileira. Ele aponta que “os cortes de juros no Brasil e nos EUA são historicamente positivos” para o mercado de ações.
Mas, quais ações? A recomendação da XP é focar em empresas com balanços sólidos e capacidade de repasse de custos. Segundo ele, os setores em destaque são Energia e Saneamento, recomendados pela previsibilidade de caixa em momentos de volatilidade política.
O BTG aponta o setor de aluguel de veículos leves (Localiza) como um grande beneficiário da queda dos juros, devido à redução dos custos de financiamento e menor taxa de desconto. XP e BTG também citam a Priner como uma escolha sólida devido ao momentum de lucros e novos contratos.
Na avaliação do BTG, o governo deve implementar medidas que vão injetar cerca de R$ 80,3 bilhões na economia em 2026, incluindo a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e subsídios à energia e gás, o que pode sustentar o consumo.
Fundos imobiliários
Com a queda dos juros, os fundos listados ganham fôlego. Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP, vê um cenário otimista, especialmente para quem busca ganho de capital com o fechamento da curva de juros.
Para ele, a grande aposta são os Fundos de Fundos (FOFs), apontados como os “principais beneficiários” de um rali no mercado imobiliário, devido à sua maior sensibilidade às variações de mercado.
Para investidores mais conservadores, os fundos de recebíveis imobiliários (CRIs) com risco de crédito baixo a moderado continuam oferecendo rentabilidades atrativas e menor volatilidade.
Gastos do governo no radar
O principal desafio econômico permanece sendo os gastos do governo. O BTG estima que a relação dívida/PIB termine 2025 em 79%, com um déficit nominal de 8,5%. “É improvável que haja uma consolidação mais significativa antes de 2027”, aponta o relatório do BTG.
Se houver sinais de desequilíbrio nas contas públicas, a magnitude dos cortes da Selic pode ser menor do que o esperado.
Volatilidade das eleições
Além disso, a volatilidade deve aumentar a partir de abril de 2026, com as definições das candidaturas presidenciais. A disputa entre o presidente Lula e possíveis nomes da oposição, como o governador Tarcísio de Freitas ou o senador Flávio Bolsonaro, deve tornar os investidores mais cautelosos e as carteiras mais defensivas no segundo semestre.
A estratégia recomendada para navegar nesse período de transição é a manutenção da diversificação, evitando a concentração extrema em ativos de alta volatilidade.
“Os investidores estarão atentos principalmente à perspectiva da rota fiscal que o Brasil adotará após 2027”, alerta Ferreira, da XP.
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