Exame técnico sobre as regras da Receita Federal para entrega extemporânea, metodologia de cálculo sobre o imposto devido e impactos financeiros
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Última Superquarta do ano tem pouco espaço para surpresas nos juros
Com apostas no corte da taxa pelo Fed e manutenção da Selic pelo BC, atenções se voltam aos recados de autoridades monetárias
A última "superquarta" de 2025, marcada pela decisão de juros tanto no Brasil como nos Estados Unidos, não deve surpreender o mercado nesta quarta-feira (10).
As expectativas consolidadas são de um novo corte das taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve), enquanto no Brasil, as apostas estão na manutenção da Selic pelo BC (Banco Central).
A decisão nos EUA sai às 16h (horário de Brasília), com coletiva do chair do Fed, Jerome Powell, às 16h30. Já por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulga o resultado e comunicado a partir de 18h30.
Assim como nas últimas decisões monetárias, as reuniões da derradeira "superquarta" de 2025 não deixam espaço para fortes emoções.
No caso da política monetária norte-americana, mais de 88% do mercado prevê corte de 0,25 ponto — igual aos encontros de setembro e outubro —, rebaixando a taxa para a banda de 3,5% e 3,75%, segundo dados da CME FedWatch.
Para o Copom, as previsões estão para a manutenção da Selic no patamar de 15% — o mesmo desde junho —, em meio aos sinais mais conservadores do presidente do BC, Gabriel Galípolo.
O que vem depois?
Sem grandes surpresas nos resultados, as atenções se voltam aos recados das autoridades monetária.
Nos EUA, o tom de Powell deve mexer já com as expectativas para a primeira reunião de 2026, no fim de janeiro, com atuais apostas prevendo pausa no ciclo de corte.
No cenário doméstico, as palavras selecionadas pelo Copom para comunicar a decisão deverão ser lidas com lupa por agentes em busca de pistas para o início do corte dos juros já previsto para 2026.
Nesta semana, o mercado formou maioria para o corte em março, na segunda reunião do Copom do próximo ano, segundo dados do Boletim Focus divulgados na segunda-feira (8). Antes, a expectativa era de corte já em janeiro.
Expectativas no Brasil
No início do mês, o presidente do BC disse que diversos sinais mistos na economia, com um "mau comportamento" das correlações esperadas entre variáveis, têm reforçado a importância de a autoridade monetária manter uma postura "humilde e conservadora".
A última ata do Copom reforçou o tom duro ao citar “maior convicção” de que a taxa atual é suficiente para manter a inflação em torno da meta.
Referente a um futuro corte de juros, a pesquisa da Reuters mostrou que, dos 36 que responderam a perguntas adicionais, 19 previram um corte na taxa de juros em março de 2016, 14 em janeiro e três em abril.
O balanço de risco do BC também deve levar em consideração a desaceleração da economia. Dados do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre ficaram ligeiramente abaixo do esperado, segundo o IBGE.
Federal Reserve
Nos Estados Unidos, os últimos dados econômicos do país mantiveram elevadas as expectativas de um corte na taxa de juros do Fed nesta quarta.
As expectativas de um corte estavam abaixo de 30% há duas semanas, até que várias autoridades do Fed manifestaram apoio a uma redução.
Na terça-feira (9), dados mostraram uma leve alta nas vagas de emprego em aberto nos EUA, apesar de contratações permanecerem fracas. Já no setor privado, a ADP mostrou aumento na criação de vagas, desempenho que indica certa recuperação no mercado de trabalho.
Também nesta semana, os dados atrasados do Departamento de Comércio mostraram que os gastos do consumidor aumentaram 0,3% em setembro, dentro da estimativa dos economistas consultados pela Reuters, após um ganho de 0,5% revisado para baixo em agosto.
Um relatório separado da Universidade de Michigan mostrou ainda que o sentimento do consumidor melhorou no início de dezembro para 53,3, superando a previsão de 52.
Além disso, o próximo ano trará mudanças para o Federal Reserve e temores quanto à sua independência. O mandato do chair do Fed, Jerome Powell, termina em maio e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar um sucessor para a cadeira no início do ano.
O próximo chair poderá enfrentar uma votação mais acirrada, dados os esforços abertos do governo para influenciar o Fed e o amplo apoio que a independência do banco central tem entre os parlamentares eleitos.
Trump disse na terça que ser a favor do corte na taxa de juros é um fator "decisivo" para a escolha do próximo presidente do Fed, segundo jornal.
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