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O que a Copa do Mundo tem a ensinar sobre desenvolvimento de competências?
Especialista explica que é possível extrair ótimas reflexões sobre o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais a partir do evento que acontece de 14 de junho a 15 de julho, na Rússia.
Especialista explica que é possível extrair ótimas reflexões sobre o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais a partir do evento que acontece de 14 de junho a 15 de julho, na Rússia.
A partir de uma intensa globalização e do avanço tecnológico, as empresas viram-se em busca de um elemento imprescindível: o capital humano como diferencial competitivo. Em um ambiente de negócios cada vez mais volátil, investir no desenvolvimento de competências dos colaboradores passou a ser o principal diferencial das organizações para alcançar resultados sustentáveis.
Na prática, a chamada “gestão por competências” prioriza a análise dos objetivos organizacionais, a avaliação em tempo real de performance e a contribuição direta dos colaboradores nos resultados, além de favorecer feedbacks capazes de melhorar o direcionamento de cada um. Ou seja, nunca o equilíbrio entre as habilidades dos profissionais e as metas da companhia estiveram tão alinhados.
“A finalidade dessa abordagem não é detectar falhas e punir quem as comete, obviamente. Na verdade, a gestão por competências serve ao negócio e aos colaboradores, não o contrário. Por isso, o foco está sempre em desenvolver as competências técnicas e comportamentais necessárias para o bom desenvolvimento do trabalho”, explica Flora Alves, CLO da SG – Aprendizagem Corporativa.
O fator Copa
A Copa do Mundo de futebol é um ótimo exemplo de como um olhar apurado para as competências pode fazer toda a diferença para as companhias e para as seleções que disputam o torneio. Liderança, controle emocional, resiliência, autonomia, responsabilidade são apenas alguns dos aspectos que podem ser analisados. “Há aí muito a se aprender. Existem diversas intersecções entre o ambiente corporativo e a gestão de uma equipe esportiva, de altíssimo rendimento”, diz Flora.
Diante disso, a especialista em aprendizagem corporativa listou as 5 principais competências que podem ser analisadas tanto no contexto organizacional quanto esportivo, rendendo bons insights para ambas as esferas.
Visão Estratégica
Tanto em uma equipe de futebol quanto em uma companhia de sucesso e alto desempenho, é preciso ter visão estratégica, ou seja, perceber o todo e não apenas a soma das partes. Focar nas funções que cada jogador (colaborador) desempenha pode afastar o gestor da compreensão mais essencial: a das habilidades e competências que devem ser trabalhadas.
Tomada de decisão
O esporte lida com pressão por resultados o tempo todo. Nesse contexto, a tomada de decisão quase sempre deve ser orientada pela estratégia da equipe, não apenas por uma contingência ou casualidade. Mas como tomar as melhores decisões? Talvez seja hora de trabalhar um conjunto de competências comportamentais que também atende pelo nome de “inteligência emocional”.
Motivação
Estar motivado ajuda na execução de qualquer tarefa. Por esta razão, é necessário acreditar no time e motivá-lo. Aqui, uma dica é trabalhar para priorizar uma atitude positiva frente aos desafios diversos.
Comprometimento
Um profissional comprometido é leal à empresa e se dispõe a solucionar qualquer desafio, pois a atenção está voltada completamente para as demandas corporativas. Liderança tem muito a ver com isso e é preciso ter um olhar especial para ela.
Resiliência
Pessoas resilientes são fortes, calmas, positivas e conseguem relacionar-se de maneira saudável. Elas também sempre estão em busca de caminhos para evoluir já que tem uma enorme capacidade para adaptação mesmo em meio a crises. Talvez valha a pena lembrar do exemplo de Thiago Silva, capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, que foi extremamente criticado por ter demonstrado suas emoções nos jogos do Brasil e agora pode dar a volta por cima.
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