Movimentações via Pix não geram tributação, mas podem indicar rendimentos que devem ser declarados à Receita Federal
Área do Cliente
Notícia
Juro menor derruba rentabilidade de aplicações
Produtos como o Tesouro Selic, CDBs e fundos DI com taxas de administração mais salgadas agora se igualam ou até perdem para a caderneta de poupança
O achatamento da taxa de juros tirou o investidor brasileiro da zona de conforto. O ciclo de queda da Selic, que nesta quarta-feira (7/02), desceu mais um degrau, a 6,75% ao ano, esmagou a rentabilidade de boa parte dos ativos de renda fixa - que antes eram sinônimo de ganho fácil.
Produtos como o Tesouro Selic, CDBs e fundos DI com taxas de administração mais salgadas agora se igualam ou até perdem para a caderneta de poupança, instigando até o investidor mais conservador a dar seus primeiros passos na renda variável.
De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), fundos de renda fixa com resgate de seis meses a um ano só ganham da poupança quando a taxa de administração é menor que 1% ao ano.
Acima de dois anos, os fundos só são vantajosos se tiverem taxas de até 1,5% ao ano. A poupança agora sai na frente desses produtos pois é isenta de Imposto de Renda (IR).
Segundo cálculos da professora de finanças e sócia da BSG DuoPrata, Betty Grobman, descontado o IR, uma aplicação de R$ 10 mil num CDB de um banco de grande porte que rende 89% do CDI (taxa que anda de mãos dadas com a Selic) daria um retorno, em um ano, de R$ 10.472,80 -praticamente o mesmo que a poupança, que renderia no período R$ 10.472.50.
O cardápio dos investimentos mais conservadores só fica mais interessante quando se olha os produtos de bancos menores - que, por apresentarem mais risco, oferecem um ganho maior, com rendimento acima de 100% do CDI.
"Com esse movimento dos juros, os bancos serão forçados a baixar as taxas de administração de seus fundos de renda fixa, à medida que crescerem os resgates dessas aplicações", afirma Miguel Oliveira, diretor da Anefac. "A Selic caiu muito, mas as taxas estão praticamente no mesmo patamar, de 2% a 3% ao ano."
Para Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper, é preciso cautela na hora de migrar para aplicações mais arrojadas.
"Não é aconselhável que o investidor comece comprando ações diretamente, pois isso exige muito conhecimento, ainda mais em ano eleitoral", observa. "É bom optar por fundos de ações de dividendos, por exemplo, além de fundos multimercado e fundos imobiliários mais diversificados", disse.
Além disso, ele observa que o investidor deve diversificar, mas não abandonar suas aplicações em renda fixa, sobretudo a fatia de reserva de emergência, que exige ativos de maior liquidez.
Notícias Técnicas
A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) atualizou a base de dados de Repetitivos e IACs Anotados
A Receita Federal do Brasil confirmou, por meio da Solução de Consulta COSIT nº 3/2026, que a limitação imposta pelo Decreto nº 10.854/2021 à dedução do incentivo fiscal do PAT
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) anulou, por unanimidade, auto de infração contra uma empresa do setor industrial
Infraestrutura tecnológica dará suporte ao IBS e à CBS, com apuração assistida, fase de testes em 2026 e impacto direto na rotina de contadores e áreas fiscais
Notícias Empresariais
Adoecimento psíquico, NR-1, certificado de saúde mental e liderança consciente: descubra como empresas e profissionais podem se preparar para o futuro do trabalho
Preço não é um detalhe comercial. É uma decisão estratégica que define quem você atende, como você cresce e se o seu negócio prospera
O medo de ficar obsoleto pode impulsionar a inovação nas organizações
Tecnologia voltada à cognição se destaca por inverter a lógica tradicional da tecnologia
Acordo traz impulsos positivos para o ambiente de negócios no País
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional