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7 dicas para não deixar que a crise coloque você no vermelho
Planeje, corte gastos e invista!
Segundo um estudo do SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), um em cada oito brasileiros (81%) têm pouco ou nenhum conhecimento sobre como fazer o controle das despesas pessoais. Cerca de um terço sequer sabe o valor das contas que irão vencer no próximo mês. E ainda: seis em cada dez brasileiros que tiveram o nome negativado não sabem quanto devem e 46% dos brasileiros não controlam seu orçamento.
Não há como negar: o brasileiro tem problemas quando se trata de planejamento financeiro. E em tempos de crise econômica, a situação tende a agravar. A seguir, preparamos algumas dicas para ajudá-lo a não fechar as contas no vermelho:
Coloque seus gastos no papel
É o primeiro passo - e o mais básico de todos. Faça um controle sistemático do seu orçamento, seja com anotações em um caderninho, uma planilha, ou com aplicativos de finanças pessoais. Não confie em manter as contas “de cabeça”. Além de ser um método pouco confiável para organizar suas finanças, você pode perder perspectivas reais sobre seus gastos.
Aprenda a usar o cartão de crédito
Para o especialista em finanças pessoais Gustavo Cerbasi, autor de best-sellers como "Casais inteligentes enriquecem juntos" e "Pais inteligentes enriquecem seus filhos", o uso indevido do crédito é um problema extremamente sério e infelizmente muito presente nos lares da maioria dos brasileiros. Para ele, o crédito só deve ser utilizado para enriquecer e não para consumo comum, por se tratar – na maioria das vezes – de um gasto desnecessário. O valor será cobrado e maior do que o realmente gasto, graças aos juros e taxas presentes. No entanto, em caso de investimento – algo com retorno futuro – o uso do crédito é aceitável, uma vez que o lucro deve cobrir as despesas.
“As pessoas lidam com o crédito como se fosse um complemento do salário, sem perceber que ele pode estar tirando boa parte do poder de consumo que a pessoa vai ter ao longo da vida, sem perceber que esse crédito talvez esteja custando mais caro que o necessário”, afirma Cerbasi em seu workshop preparado para o Administradores Premium.
Fuja do cheque especial
Você considera o limite do cheque especial como parte do dinheiro disponível no orçamento mensal? Se a resposta for sim, saiba que você não deveria. De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil José Vignoli, esse é um comportamento de alto risco, pois apesar de permitir a ilusão de que o orçamento mensal foi ampliado, as altas taxas de juros embutidas na modalidade podem agravar rapidamente o endividamento, fazendo com que os consumidores percam de vez o controle sobre suas finanças.
Seja racional com suas compras
Evite o máximo que puder as compras motivadas por impulso. O ideal é que, antes de comprar qualquer coisa, você reflita sobre suas capacidades financeiras e necessidades reais. “Sabemos que a natureza do ser humano é essencialmente imediatista, o que deixa ainda mais improvável que as nossas decisões sejam racionais e enfocadas no futuro, mas devemos tentar”, explica o consultor de finanças pessoais especializado no mercado brasileiro Nélio Costa.
Priorize as contas que cobram juros altos
Por motivos óbvios, é necessário se livrar logo das contas que cobram juros altos por atrasos. Essas contas engolem o capital mais rápido e podem gerar dívidas. Para se manter organizado, faça listas de contas prioritárias e coloque essas de juros altos no topo do "ranking". Siga essa lista todo mês, para não se confundir com datas de vencimentos, e não pague juros.
Fique de olho nos pequenos gastos
Uma entrada na farmácia aqui, um lanchinho ali, um produto com uma promoção muito boa que você não pode deixar passar...esses gastos acumulam e podem fazer diferença no final do mês. Não estamos dizendo aqui que você não deve aproveitar seus recursos financeiros no presente. Gustavo Cerbasi afirma que se privar de qualquer pequeno prazer no agora, pode ser um tiro que sai pela culatra no futuro, pois a insatisfação com o presente pode levar a gastos impulsivos.
Gaste menos do que você ganha
Não tem jeito: no final do mês, a única coisa que vai impedir que suas contas terminem no vermelho - com ou sem crise - é que o valor dos seus gastos seja inferior ao que você recebe. Todos os fatores anteriormente citados se resumem a isso. Manter um orçamento de acordo com as suas condições reais e seguir o planejamento. Siga a dica de Gustavo Cerbasi: gaste menos do que você ganha e multplique a diferença.
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