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Black Friday: o que o varejo do Brasil pode aprender com o americano?
De acordo com o site Black Friday Brasil, em 2014 foram movimentados mais de R$ 871 milhões em compras, 45% mais que 2013
A Black Friday será realizada na próxima sexta-feira (27) e muitos consumidores já estão preparados para 24 horas de ofertas e descontos em e-commerces e lojas físicas de todo o país. A data já é consolidada como uma das principais do varejo brasileiro, sendo realizada todos os anos, sempre na última sexta-feira de novembro.
De acordo com o site Black Friday Brasil, em 2014 foram movimentados mais de R$ 871 milhões em compras, 45% mais que 2013.
Para o consultor em varejo Fred Rocha, a data é essencial para incrementar a economia do setor no final do ano. Neste ano, o especialista vai acompanhar a data nos EUA, visando observar e aprender as táticas utilizadas pelos varejistas norte-americanos durante o BF.
“Os EUA tem um varejo mais evoluído e criativo que o brasileiro e, vivenciar a Black Friday de perto me ajudará a aprender novas maneiras de apresentar produtos e promoções”, explica o consultor.
Abaixo você confere uma entrevista com Fred Rocha, que compara as práticas dos varejos dos dois países e exemplifica algumas soluções utilizadas no varejo norte-americano que podem e devem ser aproveitadas pelos brasileiros.
Que tipo de soluções práticas você espera encontrar no giro que está fazendo pelos EUA?
Procuro novas maneiras de apresentar promoções. Por exemplo, passei por um Outlet aqui e achei o formato da promoção muito interessante. Eles fazem uma escada até chegar ao Black Friday. Começam uma semana antes aumentando o desconto até chegar ao ápice, que é a Black Friday, e depois vão diminuindo a oferta gradativamente. Isso faz com que a data não tenha um impacto negativo e atrapalhar as vendas da semana. É isso que eu estou procurando: novas maneiras de oferecer descontos para os clientes. Aprender novas maneiras de apresentar produtos, porque os EUA tem realmente um varejo mais evoluído, mais interessante e criativo.
Que tipo de comparação pode-se fazer das atitudes do varejo brasileiro em relação ao varejo norte-americano?
Acho que a primeira grande diferença é que os varejistas norte-americanos fazem o básico muito bem feito. Eles investem nas lojas e na facilidade do atendimento ao cliente de forma recorrente; cuidam da loja e tem um respeito especial ao treinamento da equipe de vendas, tudo para oferecer o melhor atendimento do cliente. A segunda diferença é a constante preocupação com a organização e limpeza do comércio. Nos EUA, os lojistas fazem questão de arrumar a loja para receber o cliente, de deixar tudo muito bem apresentado e bonito, principalmente nas lojas mais simples e até mesmo em bancas do mercado.
O que o varejo norte-americano tem para ensinar ao varejo brasileiro?
Acho que é primordial que aprendamos a fazer esse básico bem feito: atender bem, oferecer bons produtos com bons preços, oferecer garantias e cumpri-las, fazer aquilo que se propõe e cumprir aquilo que é anunciado, além de investir em treinamento da equipe para que se tenha um bom atendimento ao cliente. Fazer com que todos os clientes que entram na loja saiam com experiência positiva, que nada faça com que ele pense em voltar novamente e indicar aos amigos. No Brasil, parece que os lojistas abrem seu comércio para fazer favor pras pessoas. Precisamos repensar esse conceito. O resto é investir em tecnologia pra crescer.
Fred Rocha é especialista em varejo. Estudou Economia e Publicidade e foi um dos pioneiros a investir em e-commerce no Brasil, colocando ‘no ar’ mais de 200 lojas online, desde 1999. Foi fundador de uma agência de propaganda focada em Varejo, em Minas Gerais, é criador do Portal de notícias Varejo1 e faz sucessivas viagens aos EUA para vivenciar experiências, aprender técnicas e trazer ideias que podem ser adequadas à realidade do comércio brasileiro. (www.varejo1.com.br).
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