Termos de Exclusão já estão disponíveis no DTE-SN para MEI, ME e EPP com débitos na RFB ou PGFN
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Vida empresarial: dívidas e a arte da negociação
Para saldar as dívidas e voltar a crescer, a empresa, com auxílio especializado, ainda pode fazer uso de outros instrumentos
As empresas nacionais, especialmente pequenas e médias que demandam capital bancário na operação, sofreram muito entre os anos de 2011 e 2013 com a retração de suas linhas de crédito e maior restrição dos bancos no que diz respeito ao rolamento das dívidas.
Para muitos empreendimentos, a restrição bancária marcou o início do efeito bola de neve. Os fluxos de caixa foram prejudicados, principalmente dos negócios que contavam com a rolagem normal da dívida e, no cenário de instabilidade, tiveram suas despesas com vencimentos fixados para o curto prazo. Junta-se ao quadro, ainda, o fato comum de os débitos estarem atrelados aos recebíveis provenientes das transações realizadas com cheques ou cartões de crédito, o que se traduz em abatimento automático da dívida.
Com a bola de neve crescente e em fase de aperto, a empresa não vislumbra outra saída que não se valer do relacionamento com fornecedores para postergar seus pagamentos, a fim de honrar antes a dívida bancária, muito pressionada. Tal saída, porém, há que se alertar, possui prazo muito limitado. Isso porque os fornecedores também necessitam dos seus recebimentos e, com a inadimplência, o que se sucede é o corte de fornecimento e o protesto de títulos.
Nesse estágio, as dívidas alcançam um novo patamar e atingem de vez a administração do negócio. São atrasos no pagamento de funcionários, inadimplência com os impostos municipais, estaduais e federais. A bola de neve chega ao limite. A empresa não caminha mais sozinha. Necessita de intervenção para evitar a todo custo o pedido de recuperação judicial ou, no mais alto grau de agravamento, o pedido de falência.
Para que seja reconduzida ao caminho da produtividade, a empresa deverá passar por uma profunda transformação, onde negociação é a palavra de ordem. Um olhar de fora por empresas financeiras especializadas em crise pode ser o primeiro passo rumo à “luz no fim do túnel”.
Além da experiência na condução das negociações, a empresa especializada dá uma nova esperança aos fornecedores e outros players que aguardam o pagamento das dívidas, já cansados de promessas não cumpridas e de negociações mal sucedidas. Ela é habilitada para demonstrar aos envolvidos a real situação da empresa devedora e propor uma solução definitiva entre as partes, utilizando, entre os diversos recursos existentes, a carência de pagamentos e o alongamento dos prazos.
Outro caminho utilizado, a depender do caso e do estresse gerado entre credor e devedor, é a escolha de um novo “rosto de credibilidade”, capaz de fazer com que as negociações fluam novamente. Nesse sentido, pode ser sugerida, inclusive, a substituição do presidente ou do diretor financeiro da empresa como plena demonstração de mudanças internas na gestão. Grandes empresas nacionais já tiveram que fazer uso dessa estratégia em seu processo de reestruturação financeira.
Para saldar as dívidas e voltar a crescer, a empresa, com auxílio especializado, ainda pode fazer uso de outros instrumentos, como a venda de ativos, em especial imóveis, ou a venda de parte da empresa ou de algumas de suas filiais. Assim, o empresário pode utilizar o recurso para pagar devedores ou injetar na retomada da produção de seu empreendimento.
Em todo o processo, é válido ressaltar que ao empresário deve caber o foco na operação empresarial, ou seja, na produção, redução de custos, e aumento de faturamento e margens, dando novo fôlego à empresa. E deixar que um apoio especializado cuide da árdua tarefa de conduzir as negociações, para qualificar e quantificar melhor a pressão exercida pelos credores.
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