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Diminui a 'mortalidade infantil' de micro e pequenas empresas
A taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas do Brasil supera a da Itália e está próxima da do Canadá.
Os três maiores bancos de varejo do País apuraram no segundo trimestre a menor rentabilidade sobre o patrimônio em pelo menos dez anos. É o que mostra um levantamento da empresa de informações financeiras Economática, feito a pedido do "Estado". Juntos, Itaú, Bradesco e Santander apresentaram um retorno médio de 18,9% entre abril e junho, ante 19,7% em 2011 e 33,7% em 2005, pico dos últimos anos. Em parte, a queda é explicada pelo aumento da inadimplência em2012.
Mas não é só isso, como explicam vários analistas, entre eles o presidente da agência de classificação de risco de crédito Austin Rating, Erivelto Rodrigues. "Temos um novo cenário para os bancos no Brasil e eles mostram que ainda não estão preparados para enfrentá-lo", afirmou.
Esse novo cenário é caracterizado por jurosmais baixos (a taxa básica, Selic, está em inéditos 8% ao ano), concorrência acirrada (sobretudo por parte dos bancos públicos), spreads menores e restrições para a elevação das receitas de serviços (visto que o Banco Central impõe limites para a cobrança de tarifas). Spread bancário é a diferença entre a taxa de juros que os bancos pagam para captar dinheiro e a taxa que eles cobram nos empréstimos.
Os próprios banqueiros vêm chamando a atenção para o tema.O presidente do Santander, Marcial Portela, afirmou, em recente entrevista ao Estado, que "a indústria financeira vai se transformar nos próximos dois a três anos" no País. "Não é algo para dez anos. Já vivemos uma transformação muito forte."
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, também vem batendo nessa tecla. "A redução (dos spreads) é contínua e, nos próximos dois a três anos,vamos ver uma transformação muito grande", afirmou, durante a divulgação dos resultados trimestrais na semana passada. Na ocasião, Trabuco mandou um recado para o investidor: o Bradesco considera sustentável manter uma rentabilidade na casa dos 20% nos próximos anos.
Retorno menor. As palavras nãovierampor acaso.Ainda que os bancões de varejo acertem o pé nos próximos meses e anos, muitos especialistas do setor apostam que a tendência é de re-dução da rentabilidade. Para eles, trata-se apenas de discutir a velocidade emque o processo se dará e em que nível o retorno se estabilizará. "Or etorno menor já era esperado, mas não acreditávamos que a queda se daria tão rapidamente", disse Jorge Augusto Saab, analista de renda variável da Rio Bravo Investimentos. Um analista de uma grande corretora, que pediu para não ser identificado, avalia que, na média, os gigantes (em especial os bancos Itaú e Bradesco) vão conseguir manter o retorno na faixa de 19% a 20%. "Essa é a minha aposta, mas outros analistas respeitados no mercado acreditam que,em dois ou três anos, a rentabilidade cairá para a faixa de 15%", disse. O analista de instituições financeiras da Lopes Filho Consultoria, João Augusto Frota Salles, estima que os bancos grandes estabeleceram 18% com o piso para a rentabilidade sobre o patrimônio líquido para os próximos anos. "Se passar daí, podemos dizer que há algo errado", observou.
O que fazer? Nesse ponto, valem duas observações importantes. A primeira delas é que o sistema financeiro nacional continua saudável. "Não há problemas no setor",destacou o analista de investimentos da SL W Corretora Pedro Galdi. "É apenas uma questão de retorno,que provavelmente não será tão bom como nos últimos anos." A segunda observação é a de que,mesmo menor, a rentabilidade dos bancos continua superando a média da indústria.Também conforme a consultoria Economática, as indústrias brasileiras com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) apresentaram um retorno médio de 9,65% no primeiro trimestre de 2012, 9,82%, em 2011 e de 12,27% em 2010.
Soluções. A receita para os bancões de varejo saltarem mais es-se obstáculo passa, segundo os analistas, por várias ações. En-tre elas: 1) aprimoramento dos sistemas de análise de risco de crédito; 2)aumento da participa-ção de empréstimos de menor risco – como consignado e imobiliário–na carteira total; 3) treinamento melhor de pessoal de agência para que também tenham em mente o risco dos clientes na hora de oferecer uma operação; e 4) incremento dos índices de eficiência ou, em outras palavras, redução expressiva das despesas.
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