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Mercado pressiona por juros maiores
Instituições financeiras consultadas pelo BC querem elevação de meio ponto pelo Copom
Octavio de Barros é voz dissonante: ele acredita em um aperto menor, de 0,25 ponto percentual
Debaixo de uma saraivada de críticas do mercado financeiro e com a credibilidade desgastada, o Banco Central decidirá, amanhã, qual será o destino da taxa básica de juros (Selic). No último Boletim Focus antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) — levantamento no qual mais de 100 instituições fazem previsões para a economia — os analistas, em grande parte, colocaram mais lenha na fogueira. Eles apostaram suas fichas em uma elevação de 0,50 ponto percentual como forma de pressionar o BC por uma alta maior. Em contraponto, os especialistas que mais acertam as projeções afirmam que o aperto será brando, de apenas 0,25 ponto percentual.
O Focus mostra ainda a continuidade da piora das projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A previsão chegou a 6,29% depois de seis elevações consecutivas. O BC calcula que o indicador vai fechar o ano com 5,6%. Além das expectativas, a autoridade monetária tem de enfrentar a carestia impulsionada por alimentos e serviços. No dia em que o Copom decide a Selic, será divulgada a prévia da inflação de abril. O consenso é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) registrará alta de 0,80% — seguindo a trajetória de escalada do custo de vida. Para os dados anualizados, os números são ainda piores: 6,47% no acumulado de 12 meses, quase o teto da meta de inflação, estipulado em 6,5%.
“No Brasil, diria que a inflação está em patamar médio e deve fechar 2011 ao redor de 5,6%”,
contestou ontem, em Washington, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Já o mercado discorda dele e da autoridade monetária. “O BC está apostando demais no cenário traçado que pode não se concretizar”, alertou Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências.
Crítica a Meirelles
Para o economista, o Comitê de Política Monetária (Copom) deveria promover dois aumentos sucessivos de 0,50 ponto percentual na Selic. “O raciocínio de que uma puxada nos juros reduz a taxa de crescimento do país está errado”, observou Loyola. De acordo com ele, se a inflação continuar subindo vai acabar minando a popularidade do governo. Ele põe na conta do ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, a atual escalada inflacionária: “Estamos pagando o preço de o Meirelles não ter subido os juros lá atrás”.
Octavio de Barros, economista-chefe do Bradesco, espera um movimento mais brando por parte do BC. Ele avalia que a atividade econômica deve desacelerar, contribuindo para o arrefecimento da inflação. “Acreditamos que a taxa Selic deverá ser elevada em 0,25 ponto percentual, dando sequência ao ciclo de aperto da política monetária, mas reduzindo o ritmo de elevação dos juros”, argumentou. Já o Santander avalia que o Copom vai manter a taxa básica de juros em 11,75% ao ano e, apenas no último trimestre, deve voltar a apertá-la. “Sinais de desaceleração do consumo, pressão temporária de preços de alimentos, impacto positivo da apreciação cambial sobre a projeção de 2012, defasagem de resposta ao aperto monetário já realizado e efeito das medidas macroprudenciais sobre o crédito são alguns dos argumentos”, ponderou Maurício Molan, economista-chefe do Santander.
E EU COM ISSO
A cada vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide elevar a taxa básica de juros (Selic), o consumidor sente os efeitos da decisão diretamente no bolso. Em seguida, as instituições financiadoras repassam a alta para o crédito ao consumidor — tanto nos empréstimos bancários como nas compras feitas à prazo. Assim, a população fica com menos dinheiro disponível para ir às lojas. O objetivo do Copom é justamente desencorajar o consumo para, com isso, reduzir a inflação. Com a demanda por produtos em ritmo menor, a pressão sobre os preços diminuiu.
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