Restituições serão liberadas também a partir de 29 de maio, em quatro lotes. Expectativa é que 80% dos contribuintes recebam suas restituições até 30 de junho
Área do Cliente
Notícia
À espera de alta no juro básico, crédito mais caro
O dado que mais chama a atenção diz respeito ao crédito pessoal, as linhas de empréstimo tradicionais
A reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que decidirá sobre o rumo da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 8,75% ao ano, começa amanhã. Mas, desde fevereiro, as instituições financeiras vêm elevando as taxas cobradas no crédito aos consumidores. Levantamento da Fecomércio-RJ, por meio do seu sistema Qualicred, com base nos dados do Banco Central (BC), mostra que houve aumentos nas quatro principais linhas utilizadas por pessoas físicas: aquisição de bens (crédito direto ao consumidor, ou CDC), crédito pessoal, cheque especial e aquisição de veículos.
O dado que mais chama a atenção diz respeito ao crédito pessoal, as linhas de empréstimo tradicionais. A modalidade sofreu elevações nas principais instituições em fevereiro. No HSBC, saiu de 4,49% no fim de janeiro para 4,95% ao mês em 1º de março na taxa prefixada. Na Caixa, foi de 2,02% a 2,24%; no Santander Real, de 3,17% a 3,38% ao mês; no Banco do Brasil (BB), de 2,32% para 2,47%; e, no Bradesco, de 4,53% para 4,69%. No Itaú Unibanco, embora tenha evoluído de 4,03% para 4%, chegou a 4,22% em 22 de fevereiro.
As taxas para aquisição de veículos subiram em cinco dos seis bancos analisados no período. No CDC, as taxas avançaram em quatro: Bradesco, Santander, Caixa e HSBC. Já no cheque especial, acusado de ser o vilão dos endividados, foi onde as taxas tiveram as menores elevações - caso de Bradesco, BB e HSBC - e chegaram a cair no Itaú Unibanco, no Santander e na Caixa.
- Como não tivemos ainda alta da Selic ou da inadimplência, não se justifica essa elevação. Subir os juros agora é colocar o carro na frente dos bois. Esse raciocínio não vale quando os bancos projetam queda da Selic - diz Christian Travassos, economista da Fecomércio-RJ.
Os bancos em geral acompanham as taxas dos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em que investidores projetam a taxa básica de determinado mês. Com a expectativa de elevação da Selic - que o mercado ainda não encontrou uma unanimidade sobre se virá essa semana ou só em abril -, a taxa do contrato que vence em janeiro de 2011, o mais negociado, subiu de 10,34% ao ano no fim de janeiro para 10,51% na última sexta-feira.
- Os bancos antecipam este movimento e o BC fica sem alternativa a não ser aumentar a Selic - diz Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec.
O gestor de renda fixa da Global Equity, Octavio Vaz, calcula que, pelos negócios recentes na BM&F, 60% do mercado já apostam numa elevação de meio ponto percentual na reunião desta semana, enquanto 40% ainda acreditam que a Selic só subirá em abril.
- A alta agora seria preventiva em excesso, e há dúvidas de que o (Henrique) Meirelles (presidente do BC) irá querer começar este movimento antes de sua saída, sem poder concluir. Mas o fato é que a pressão tem sido para cima - diz.
Ele avalia que, em um cenário de aumento de juros pelos bancos, o pior empréstimo é para comprar um carro, já que o bem financiado tende a se desvalorizar quando as taxas sobem.
Em geral, os bancos argumentam que o levantamento do BC - uma taxa média ponderada pelo volume de empréstimos de fato concedidos nos cinco dias úteis anteriores - é afetado por mudanças de perfis dos clientes.
O Itaú Unibanco informou que não houve aumento nas taxas no período analisado, mas a média pode ter sido influenciada pelo uso de produtos diferentes dentro das próprias modalidades e pela mudança na análise dos clientes que tomaram crédito, eventualmente com risco mais elevado. Igualmente, o Bradesco informou que "não houve aumento das taxas no período" e que "a diferença aparece devido ao fato de o banco operar dentro de uma banda de taxas".
O Santander Real também negou ter havido aumento nos juros cobrados e alegou que as taxas levantadas pelo BC no caso do crédito pessoal contemplam ainda crédito consignado e renegociações de dívidas, o que pode influenciar a média, dependendo da modalidade mais utilizada no período.
O HSBC informou que "qualquer variação de taxas pode ser explicada em função de alteração do perfil de clientes usuários de cada produto" e rebateu as taxas do estudo, mostrando que, pelo seu levantamento, houve quedas em todas modalidades, com exceção do cheque especial.
A Caixa informou que não sobe juros desde 2009 e que estes vêm caindo há 18 meses no cheque especial e no crédito pessoal. E também alegou que as taxas parecem mais elevadas em fevereiro devido ao menor número de dias úteis. Também procurado, o BB não respondeu.
Notícias Técnicas
App Meu Imposto de Renda é descontinuado e integrado ao aplicativo oficial da Receita
Contribuintes que enviaram a declaração pelo PGD poderão corrigir dados pelo Meu Imposto de Renda e vice-versa; nova funcionalidade amplia flexibilidade no ajuste das informações
A Receita Federal publicou, nesta 2ª feira duas Soluções de Consulta nº 35 e nº 36
O Portal do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe) divulgou, dois novos pacotes de Schemas relacionados ao documento
Notícias Empresariais
Ambientes de alta performance não são aqueles onde ninguém erra, mas aqueles onde as pessoas aprendem mais rápido do que erram
Enquanto Europa e parte da Ásia tratam o envelhecimento profissional como questão estratégica, o Brasil ainda convive com exclusão, informalidade e preconceito etário
Estilo de liderança que está crescendo cada vez mais no mundo dos negócios
No Brasil, cerca de 25,5 milhões de pessoas trabalham por conta própria, segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho compiladas pelo CEIC/World Bank
CEO, o talento certo bateu à sua porta, mas a sua empresa não a abriu
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional