Lives ocorrerão todas as quartas-feiras, com temas variados para orientar contribuintes sobre o IRPF 2026
Área do Cliente
Notícia
Os impactos do acordo de sócios na gestão
Em artigo, Luiz Marcatti, aborda a questão societária na tomada de decisões durante o processo de crescimento da companhia
Toda empresa surge oficialmente a partir da constituição de seu contrato ou estatuto social e nele se formaliza uma sociedade. Este é um dos poucos momentos em que sócios fazem suas combinações, mas com certa frequência estão muito mais voltados para a operação e busca de resultados, embalados pela força e energia positiva que os une, do que para aspectos de sua relação societária.
Essas combinações acabam não merecendo a prioridade e a atenção necessárias. Conforme a empresa vai se desenvolvendo, atingindo outro patamar de negócios, resultados e riscos, este cenário ganha complexidade, quando membros das famílias dos sócios passam a fazer parte da empresa, assumindo papéis, responsabilidades e começam a tomar decisões. Situação que pode ser ainda mais crítica, quando se aproxima a sucessão dos sócios fundadores, ou quando, por fatalidade, surge um vácuo na liderança da companhia e o comando tem de ser transferido sem planejamento e o devido preparo da pessoa que irá assumir.
Vale reforçar que as pessoas que criaram uma empresa se escolheram como sócios, seus descendentes não. Herdaram a empresa e a sociedade, muitas vezes com visões e objetivos distintos e até conflitantes. Daí a importância de um instrumento que preveja o futuro da relação societária, inclusive com regras claras para entrada e saída de sócios, com tratamento justo a quem entra ou sai, prevendo a proteção a quem fica e a quem continua à frente dos negócios.
Em relação às questões ligadas à administração da empresa, o acordo de acionistas ou cotistas deve endereçar como as decisões, que fazem a operação rodar no seu quotidiano, terão de acontecer.
Ao trabalharmos na implantação dos modelos formais e nas boas práticas de governança corporativa, uma questão que invariavelmente vem à tona é o temor que alguns donos têm de delegar tudo e perder o controle sobre as ações dos gestores.
Do lado dos executivos, a preocupação fica voltada para o possível travamento da operação, por uma centralização de todas as decisões no Conselho de Administração, ou mesmo por remeter à Assembleia de Sócios decisões de caráter da gestão, impedindo ou dificultando que a operação tenha o ritmo adequado de funcionamento.
O acordo deve prever formas de consulta e de tomada de decisão, tanto pelos sócios quanto pelos conselheiros, sobre temas como a aprovação das contas da companhia, construção e implantação de planos estratégicos, planos de negócios, orçamentário, investimentos, grau de endividamento, travas de risco, sobre a remuneração, bonificação e sucessão da diretoria, entre outros.
O segredo está em construir planos bem estruturados, factíveis, que apontem para a busca crescente da performance, sempre alinhados às expectativas de resultados e com nível aceitável de riscos para os sócios, alcançando o equilíbrio entre o controle e a delegação de poderes adequados à perenidade da companhia.
Essas decisões passam a guiar os graus de autonomia e responsabilidade dos administradores e gestores da empresa, bem como os modelos de prestação de contas ao conselho e à Assembleia de Sócios, o que clarifica até onde os diretores podem tocar a companhia e a partir de que momento deverão consultar instâncias superiores.
Este modelo conduz a empresa a um patamar de administração mais estruturado, planejado e que depende da coesão e do alinhamento dos administradores às diretrizes e aos objetivos corporativos. A companhia passa a funcionar a partir de um modelo de gestão concebido e implantado pelo seu grupo diretivo, cujo sucesso estará baseado em um senso comum de busca de resultados.
*Luiz Marcatti - sócio e diretor da Mesa Corporate Governance
Notícias Técnicas
Uma das dúvidas mais importantes na hora de preencher a declaração é saber a diferença de dependente e alimentando
Especialista detalha regras para locador, locatário e imobiliária na hora de informar rendimentos ao Leão
O PGD DCTF 3.9 atualiza o teor da Maed de acordo com a LC nº 227/2026
Emissão avulsa doi descontinuada e, com isso, as formas de quitação passam a incluir pix e cartão de crédito
Notícias Empresariais
Talvez o maior diferencial competitivo hoje não seja quem recebe mais sim. Mas quem consegue sustentar, interpretar e usar o não como parte do caminho
Com resolutividade de 82%, redução de custos assistenciais e preservação de horas produtivas, o atendimento remoto se consolida como ferramenta estratégica na gestão de saúde corporativa no Brasil
Acreditando mais em si próprios, 46% dos brasileiros buscam no próprio negócio os meios para a melhoria de vida
Quando abrir ou ampliar uma empresa torna-se mais rápido e previsível, o empreendedor pode concentrar esforços no que realmente importa: gerar valor, inovar e crescer
Pressões inflacionárias e a guerra no Oriente Médio são fatores que impactaram a atividade, mostra pesquisa PMI
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional